Finalizando o exercício da crítica do objeto, cada aluno deveria também pensar em possibilidades de aprimoramento do objeto escolhido, ...

    Finalizando o exercício da crítica do objeto, cada aluno deveria também pensar em possibilidades de aprimoramento do objeto escolhido, utilizando um ou mais objetos de outros colegas. Minha ideia foi a junção do objeto do Túlio com os objetos de Ana Carolina Carvalho e Thais Colares:


    Em termos gerais, o objeto da Ana Carolina consiste num sólido hexagonal que possui espaços para que a pessoas coloquem suas mãos. No interior do objeto, no qual as pessoas não são capazes de ver, estão localizados sensores de pressão e LEDs, que ao serem acionados projetam luzes e as sombras das mãos na superfície superior da estrutura. 
    Já o objeto da Thais consiste em luvas com imãs espalhados nos dedos das mãos, que são usados em conjunto com diversas esferas com propriedades magnéticas, explorando a ideia da atração e da repulsão.
   Minha ideia para o objeto do Túlio seria aproveitar da exploração do toque e da impossibilidade de visão do objeto da Ana Carolina e das forças de atração e repulsão do objeto da Thais. Para isso, a estrutura hexagonal e os sensores da Ana Carolina seriam mantidos, sendo adicionado ao espaço interno diversas molas malucas que, além dos sensores de movimentos, teriam também imãs e reed switches acoplados, que também fariam parte do circuito de LEDs. A estrutura seria utilizada em junção com as luvas magnéticas. 
    Deste modo, ao explorar o interior do objeto, os sensores seriam ativados não só pelo toque, como também por magnetismo. A flexibilidade das molas também seria explorada através dos dois mecanismos, sendo que uma pessoa poderia tanto manipulá-la pelo toque como movê-la involuntariamente através das interações entre os imãs. As luvas também influenciam o contato entre as pessoas, sendo que uma mão poderia ser repelida ou atraída em direção à outra aleatoriamente. Desse modo, o conjunto dos movimentos gerados pelas mãos e pelas molas traria mais dinâmica ao ambiente de luzes e sombras gerado.


Croqui - Área de Serviço da Escola de Arquitetura da UFMG Local escolhido para a realização da intervenção

Croqui - Área de Serviço da Escola de Arquitetura da UFMG
Local escolhido para a realização da intervenção

Grupo: Hugo Nogueira, Paula Araújo, Rogério Ribeiro, Tayná Marques, Ulisses Alves e Verônica Christófaro.




Grupo: Hugo Nogueira, Paula Araújo, Rogério Ribeiro, Tayná Marques, Ulisses Alves e Verônica Christófaro.

"O conceito de espaço reúne o mental e o cultural, o social e o histórico." Henri Lefebvre     O espaço atua tanto como con...

"O conceito de espaço reúne o mental e o cultural, o social e o histórico."
Henri Lefebvre

    O espaço atua tanto como condicionante da sociedade como reflexo da mesma. Ao se apropriar de um dado espaço, um indivíduo ou grupo de indivíduos passam a atuar como agentes de transformação e parte íntegra desse local. 
    Diversas são as estratégias utilizadas por diversos grupos para se integrarem ao espaço, sendo que neste post destacaremos o Parkour, a Deriva, o Flaneur, os Rolezinhos e os Flash Mobs.


Parkour


    O Parkour é a prática da transposição dos obstáculos de um ambiente. Através do trabalho com a força muscular, concentração, determinação, persistência, e do uso manobras como escalada de muros, equilíbrio em corrimões, saltos sobre vãos, etc., o Parkour busca uma maior autonomia do corpo e mente e a exploração da relação do ser humano com o espaço ao seu redor.
"Interagimos e reaproveitamos o ambiente ao nosso redor. Não dependemos de equipamentos. Buscamos ser fortes. Negociamos com nossos medos. Saímos da zona  de conforto. Treinamos para ser e durar." - David Belle


Deriva

    A teoria da deriva é um dos trabalhos de autonomia do pensador Guy Debord. É uma técnica que procura entender o espaço em uma dimensão psicogeográfica - compreensão do espaço e de sua influência na natureza psíquica e emocional das pessoas.
    O objetivo da deriva é refletir sobre a cidade de modo psicogeográfico para estudar a transformação do urbanismo e da arquitetura. É como andar na cidade deixando com que o meio urbano molde o caminho, ficar à deriva do ambiente, e através dessa caminhada traçar um mapa com objetivo de observar o resultado obtido e perceber como todos somos agentes construtores da cidade.


Flaneur

    O termo  flâneur vem do termo francês flâner, que significa "passear". Está diretamente relacionado à obra de Charles Baudelaire, que caracteriza o Flaneur como aquele que anda pela cidade sem um compromisso ou objetivo para tal ato, e sim somente para experimentá-la através de seus sentidos.


Rolezinhos

    Provindo da gíria "rolê", que significa "dar um passeio", os rolezinhos consistem no encontro de uma grande quantidade de jovens, geralmente por lazer, em locais como shoppings e praças, sendo organizados principalmente através das redes sociais.
    Os encontros passaram a ganhar grande repercussão à partir do momento que os administradores dos shoppings e suas lojas se tornaram opostos ao evento, sob argumento de supostos delitos e furtos ocorridos nestes. Em vários casos houve repressão policial, que expulsava os jovens do local.Os rolezinhos continuam a ser promovidos hoje como forma de protesto contra o preconceito e a segregação social.


Flash Mobs

    Os flash mobs, abreviação do termo em inglês "flash mobilization", são constituídos por aglomerações instantâneas em um espaço para a realização de uma ação previamente combinada. O planejamento do evento se dá geralmente por meio de redes sociais, que possibilitam que uma grande quantidade de pessoas seja alcançada num curto período de tempo.
    Apesar de ser comumente utilizado como mera alternativa para o meio urbano, os flash mobs vem adquirindo carácter cada vez mais amplo, sendo utilizados como meio de expressão cultural, política e social, sendo como forma de protesto, de mobilizar a população para uma determinada causa ou reunir um grupo de pessoas com os mesmos interesses.








    Após a apresentação dos objetos interativos finalizados, houve um exercício em que cada aluno deveria elaborar uma crítica ao objeto in...

    Após a apresentação dos objetos interativos finalizados, houve um exercício em que cada aluno deveria elaborar uma crítica ao objeto interativo de um colega, analisando aspectos como interatividade e estrutura. O objeto sobre o qual comentarei é de autoria de Túlio Henrique Medeiros.

Objeto de Túlio Henrique Medeiros de Figueiredo Costa
    Apesar de num primeiro momento o objeto ser convidativo através de sua forma e suas cores, ele só consegue prender a atenção do usuário durante um curto período de tempo, isto devido principalmente à forma de sua interação, que consiste num único tipo de input (movimento) produzindo um único tipo de  output (luz), o que torna o objeto muito reativo.
    A interface consiste de um elaborado de molas-malucas, o que cria uma característica interessante: o fato de sua estrutura não ser pré-definida, possibilitando assim que o usuário molde e utilize o objeto de acordo com sua vontade. Apesar disso, a estrutura se mostra frágil em certos pontos, só sendo possível erguer o objeto apoiando-se em seu centro, visto que ao tentar segurá-lo em alguma de suas extremidades, existem grandes chances de o objeto partir-se ou despedaçar-se, o que compromete a interação e as possibilidades de uso.
    Outro ponto importante é que não existe estímulo à interação entre diferentes pessoas. A principal interação parece ser pessoa-objeto, visto que uma única pessoa consegue explorar o objeto em sua totalidade, não havendo algum acréscimo ou novidade à interação caso uma segunda pessoa participe da experiência.
    Pessoalmente achei a ideia de trabalhar com o movimento muito interessante, porém a fragilidade da estrutura e a falta de estímulo à uma interação entre mais pessoas acaba diminuindo sua performance. Desenvolvendo mais tais aspectos do objeto é possível então torná-lo mais dialógico e programático.

"O Modernismo usou a arte para chamar a atenção para a arte." Clement Greenberg     "Formas do Moderno" é um ...


"O Modernismo usou a arte para chamar a atenção para a arte."
Clement Greenberg


    "Formas do Moderno" é um passeio através das diversas fases do movimento, explorando as peculiaridades de diversos artistas e suas obras, datadas entre 1913 e 1970. Através de uma divisão em cinco núcleos, a exposição explora características marcantes do movimento em busca da reforma artística.
    A figura humana é o primeiro elemento explorado, sendo destaca em obras de artistas como Flavio de Carvalho e Lasar Segall. A presença do cubismo e sua geometrização é marcante, assim como as distorções em algumas das obras. Num segundo momento, a exploração do homem comum utiliza temas como festas de rua, a vida no campo e os tipos urbanos como foco, através de artistas como Di Cavalcanti e Portinari.
    A valorização de uma expressão mais pessoal e lírica é destacada em obras de Volpi e Pancetti, enquanto em Fiaminghi ou Flexor o ponto chave é a exploração da abstração, abrindo caminho para a posterior arte contemporânea. Finalmente, um último conjunto de obras revelam a busca da arte moderna pela exploração de seus próprios elementos, neste caso o estudo da cores e da cromática.






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