Crítica ao Objeto Interativo
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Após a apresentação dos objetos interativos finalizados, houve um exercício em que cada aluno deveria elaborar uma crítica ao objeto interativo de um colega, analisando aspectos como interatividade e estrutura. O objeto sobre o qual comentarei é de autoria de Túlio Henrique Medeiros.
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| Objeto de Túlio Henrique Medeiros de Figueiredo Costa |
Apesar de num primeiro momento o objeto ser convidativo através de sua forma e suas cores, ele só consegue prender a atenção do usuário durante um curto período de tempo, isto devido principalmente à forma de sua interação, que consiste num único tipo de input (movimento) produzindo um único tipo de output (luz), o que torna o objeto muito reativo.
A interface consiste de um elaborado de molas-malucas, o que cria uma característica interessante: o fato de sua estrutura não ser pré-definida, possibilitando assim que o usuário molde e utilize o objeto de acordo com sua vontade. Apesar disso, a estrutura se mostra frágil em certos pontos, só sendo possível erguer o objeto apoiando-se em seu centro, visto que ao tentar segurá-lo em alguma de suas extremidades, existem grandes chances de o objeto partir-se ou despedaçar-se, o que compromete a interação e as possibilidades de uso.
Outro ponto importante é que não existe estímulo à interação entre diferentes pessoas. A principal interação parece ser pessoa-objeto, visto que uma única pessoa consegue explorar o objeto em sua totalidade, não havendo algum acréscimo ou novidade à interação caso uma segunda pessoa participe da experiência.
Pessoalmente achei a ideia de trabalhar com o movimento muito interessante, porém a fragilidade da estrutura e a falta de estímulo à uma interação entre mais pessoas acaba diminuindo sua performance. Desenvolvendo mais tais aspectos do objeto é possível então torná-lo mais dialógico e programático.



