"O som é o guia e a imagem não se move"    A exposição de Marcelo Armani traz o som como elemento primeiro da arte visua...

Exposição - tranS(obre)por

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 "O som é o guia e a imagem não se move"

   A exposição de Marcelo Armani traz o som como elemento primeiro da arte visual. Nela é explorada a ideia de arquitetura sonora: utilizando-se de microfones, gravadores e softwares de aúdio, o artista cria um ambiente sonoro com imagens estáticas, repensando os métodos mais usuais de mídia em que o som acompanha o vídeo.
    A amostra consiste em uma séries de fotografias espalhadas ao longo da galeria, juntamente com dezenas de caixas de som que criam a atmosfera sonora da imagem a ser visualizada. Outra característica interessante é a presença de grande quantidade de cabos pertencentes ao sistema de som, que são organizados de modo a integrar as obras expostas.
    Armani também explora a ideia de acaso. Os sons, gravados durante a captura das imagens, não são apresentados com suas respectivas representações visuais. No lugar de uma rua com sons de o trânsito, temos guarda-chuvas a um som metálico, telhados ao som de pessoas conversando, janelas ao som de água e animais. A imagem e o som formam um ambiente metafórico, cabe ao espectador a interpretação do conjunto à sua própria maneira.
    É interessante notar essa importância dada ao som pelo artista, uma vez que na arquitetura - principalmente nas representações como plantas, croquis - a visão é fortemente exaltada, enquanto outros sentidos como audição, olfato e tato são postos em segundo plano. Desse modo, a exposição ressalta um ponto de grande importância para um estudante de arquitetura, chamando sua atenção para um aspecto que, mesmo não sendo dado a devida importância por vezes, é crucial ao planejamento do espaço.





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