Ao visitarmos a galeria Cosmococa localizada no Inhotim, começamos pelo exercício de apreciar a obra sem antes ler sua descrição. S...

Discussão Sobre a Galeria Cosmococa

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    Ao visitarmos a galeria Cosmococa localizada no Inhotim, começamos pelo exercício de apreciar a obra sem antes ler sua descrição. Sendo assim, percorremos os cinco ambientes existentes no local, sendo eles, em resumo: 
  • Uma sala repleta de colchonetes em seu perímetro e uma piscina fria em seu centro, onde os visitantes podem nadar;
  • Uma sala com colchões espalhados em duas das paredes, onde são projetados imagens e capas de álbuns de artistas como Luis Gonzaga, Stockhausen e Jimi Hendrix, cujas músicas também são reproduzidas;
  • Uma sala com diversas redes espalhas e projeções em todas as paredes e teto das capas de álbuns de Jimi Hendrix, também sendo reproduzidas suas músicas;
  • Uma sala com diversos balões espalhados no chão, que é repleto de desníveis;
  • Uma sala com chão acolchoado e objetos geométricos de espuma, onde são reproduzidas músicas de Yoko Ono e capas de seus álbuns;
    Após esse exercício, lemos então a descrição da obra e retornamos em cada uma das salas, nos reunindo por último para a discussão em grupo. Segundo a descrição da obra, o objetivo dos artistas era a criação dos chamados "quasi-cinemas", onde há um esforço de trazer o espectador para o centro da arte, fazendo com que o público seja não só apreciador como também parte da obra.
    Durante a discussão, um dos temas abordados foi sobre a proposição de as salas da galerias retratarem alguns dos efeitos da cocaína, como: a piscina retratando a sensação de frio; as redes junto à música alta fazendo uma analogia a impossibilidade de dormir; ou o chão de areia representando a desorientação.
    Neste contexto, apesar de as salas apresentarem propostas muito interessantes, a execução era de certo modo falha. Na sala das redes, a música não era alta o suficiente para causar perturbação;  na sala com o piso de areia, não havia balões suficientes para cobrir o chão, de modo que era possível enxergar os relevos, o que acaba por afetar a maneira como o expectador interage com a obra.
    Outro aspecto analisado foi a interação do prédio com a obra. A forma e revestimento de pedra da estrutura passam a impressão de estarmos em frente à uma fortaleza, o que junto ao fato de ela não possuir nenhum indicativo de onde é a entrada acaba influenciando negativamente a convidatividade do local. Ao entrar na galeria nos deparamos com uma sala vazia ao centro, cuja única finalidade é conectar as diferentes partes da galeria, não existindo nenhum tipo de continuidade. As salas em formato de caixa funcionam somente como meio de abrigar a obra, não havendo nenhum tipo de diálogo entre a estrutura e o que está sendo exposto, sendo que tal interatividade poderia ter sido explorada de modo a tornar a experiência entre expectador e obra mais dinâmica.

















Grupo: Ana Carolina Carvalho, Luiza Okubo, Luiza Sampaio, Mariana Figueiredo, Pedro Rodrigues, Rogério Ribeiro, Thais Soares e Túlio Henrique Medeiros



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